A palavra "growth" virou moda no ecossistema de startups e chegou ao B2B trazendo muito hype e pouca substância. Tactics virais, hacks de produto, crescimento explosivo. O problema é que a maioria dessas táticas não funciona no contexto de empresas B2B com ciclo de vendas longo e relacionamentos complexos.
Gabriel C. Mineiro, convidado do podcast A Mesa de Galt, defende que growth de verdade no B2B é muito menos glamoroso do que parece — e muito mais eficaz quando bem executado.
O que é growth de verdade no B2B
Growth não é um conjunto de táticas — é uma mentalidade. A mentalidade de testar hipóteses, medir resultados, e alocar recursos para o que está funcionando. No B2B, isso significa: identificar onde está o maior gargalo de crescimento, criar hipóteses de como resolver, testar com escala mínima, medir o resultado e escalar o que funcionou.
Não é glamoroso. Não tem um hack secreto. É método.
Os canais que realmente escalam no B2B
Canais que funcionam consistentemente no B2B brasileiro: indicação (maior conversão), conteúdo orgânico (menor CAC no longo prazo), outbound estruturado (previsível quando o processo está certo) e parcerias estratégicas (acesso a base de clientes complementares). Redes sociais virais raramente são o canal principal de receita — são, na maioria dos casos, apoio de marca.
Como priorizar o que testar
Com recursos limitados, você não pode testar tudo. Priorização por ICE (Impact, Confidence, Ease) é uma forma simples e eficaz de rankear iniciativas de growth: quão grande é o impacto potencial, quão confiante você está que vai funcionar, e quão fácil é de executar. Comece pelos testes com maior score de ICE.
Growth e RevOps: a infraestrutura por baixo
Growth sem estrutura de dados não escala. Você precisa conseguir rastrear o que está gerando resultado — qual canal, qual mensagem, qual perfil de cliente converte mais. Essa infraestrutura de dados é exatamente o que RevOps constrói: uma operação de receita onde cada decisão tem dado por baixo.
Perguntas frequentes
- O que é growth no B2B?
- Uma mentalidade de teste e iteração aplicada à operação de receita — identificar gargalos, criar hipóteses, testar com escala mínima e alocar recursos para o que funciona.
- Quais canais de aquisição funcionam melhor no B2B brasileiro?
- Indicação (maior conversão), conteúdo orgânico (menor CAC no longo prazo), outbound estruturado (previsível) e parcerias estratégicas.
- Como priorizar iniciativas de growth?
- Use ICE score: Impact (impacto potencial), Confidence (confiança que vai funcionar) e Ease (facilidade de execução). Comece pelos maiores scores.
- Como medir se uma iniciativa de growth está funcionando?
- Defina a métrica de sucesso antes de executar. Meça antes (baseline) e depois. Se não consegue medir, não é um teste — é uma aposta.
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